sábado, 4 de febrero de 2017

EL AYUNO ES TERAPEUTICO

Ciência explora o valor do jejum para combater o câncer

Especialistas em oncologia e envelhecimento exploram os benefícios de deixar de comer durante um ou mais dias

No mês de maio, 20 jovens saudáveis, incluindo vários cientistas, chegaram a um instituto de pesquisa em Madrid dispostos a passar um dia e meio sem comer. Pouco antes, fizeram um exame de sangue e, 36 horas mais tarde, fizeram outro para garantir que não tinham ingerido nada em segredo. O objetivo era revelar os mecanismos moleculares por trás do jejum e seus benefícios para a saúde, especialmente como uma arma potencial contra o câncer.
O jejum durante dias ou semanas, apenas com água, ou prescindindo somente de algum tipo de alimento, ou limitando as horas do dia nas quais se pode comer, é uma prática quase universal entre as religiões majoritárias. Alguns lhe atribuem qualidades regenerativas. Do ponto de vista científico, o jejum parece proporcionar longevidade e uma saúde melhor em estudos com animais e não requer tantas penalidades como a restrição calórica. E parece que alguns dos maiores e mais claros benefícios são obtidos pelos animais com tumores.
Quando alguém para de comer por um ou mais dias, seu metabolismo muda de andamento diante do estresse. A multiplicação celular se torna mais lenta, ativa-se o processo de autofagia em que o corpo elimina as células velhas ou defeituosas e, geralmente, começa a se alimentar de suas próprias reservas de energia. Até o momento, não se sabe como e por que essa prática parece ser benéfica para a saúde.

Passar vários dias sem comer de forma periódica (não há uma definição unificada do jejum em termos científicos), seria uma prova muito dura para muitas pessoas. Por isso Longo desenvolveu uma dieta de baixa caloria que imita os efeitos do jejum sem deixar de comer. Quando essa dieta é fornecida a camundongos com câncer de mama e de pele, seu sistema imunológico parece despertar da letargia e começa a reconhecer e a aniquilar as células tumorais, algo que não acontece com os roedores bem alimentados. De acordo com Longo, o jejum tem um efeito “rejuvenescedor” sobre o organismo, tanto em animais como em humanos. “Num
 estudo piloto com voluntários saudáveis, vimos que a dieta que imita o jejum reduziu os indicadores de risco cardiovascular, os níveis de glicose [fator de risco de diabetes] e os de IGF-1, um potencial marcador de câncer, além de eliminar a gordura abdominal”, explica o pesquisador. A dieta em questão tem 60% de calorias a menos do que a dieta normal de cada indivíduo. Na experiência, os voluntários seguiram essa dieta durante cinco dias, depois voltaram a comer normalmente durante três semanas e depois repetiram o mesmo ciclo mais duas vezes.A equipe de Valter Longo, da Universidade do Sul da Califórnia, é uma das mais avançadas na pesquisa sobre o jejum, tanto em pessoas saudáveis quanto doentes. Suas experiências demonstraram que o jejum de um ou mais dias faz com que os camundongos com câncer tratados com quimioterapia respondam melhor ao tratamento e se recuperem antes dos efeitos colaterais.
No Centro Nacional de Pesquisa Oncológicas, em Madri, a equipe de Manuel Serrano descobriu um dos possíveis responsáveis pelos benefícios do jejum no câncer. Até recentemente, a pesquisa nesse domínio estava centrada na restrição calórica, muito mais radical e difícil de manter. “A restrição calórica tem efeitos indesejáveis, se passa fome constantemente, a libido é quase zero e a vida social fica reduzida, porque muitas vezes esta acontece em torno da comida”, explica Serrano. Nesse sentido, o jejum e a imitação dos seus efeitos com dietas de baixo teor calórico ou com drogas pode ser muito mais viável, especialmente no contexto do câncer.

“Constatamos que os níveis de P21 aumentam com o jejum e voltam a baixar quando se volta a comer”, explica Pablo Fernández-Marcos, um dos coautores do estudo que decidiu participar do grupo experimental e testar a falta de alimentos na própria carne. “Nenhum dos participantes teve qualquer problema, embora em alguns casos o jejum possa causar dores de cabeça ou estresse”, explica.
Numa experiência recente, sua equipe demonstrou que os camundongos aos quais foi retirada toda a comida durante um dia ou dois aumentaram a expressão do gene P21, um importante supressor tumoral. No teste com voluntários com que comecei esta história, realizado no Instituto IMDEA Alimentación e cujos resultados serão publicados em breve numa revista científica, de acordo com Serrano, foi demonstrado que o mesmo acontece em humanos.
O pesquisador defende a ligação entre o gene estudado e os efeitos benéficos sobre o câncer. “O P21 interrompe a multiplicação celular, especialmente em órgãos como o cabelo, o intestino e a medula óssea, que estão entre os mais afetados pela quimioterapia”, explica. Agora a equipe pretende investigar se o P21 é a causa dos benefícios observados e não apenas uma reação colateral.
Uma das vertentes da pesquisa é buscar moléculas que ativam alguma das “vias metabólicas” que são acionadas com o jejum, como “a redução da insulina ou dos corpos cetônicos que transformam a gordura armazenada em energia para o cérebro”, diz Fernández-Marcos. No futuro, esse tipo de droga poderia ser aplicado à população saudável, mas chegará primeiro aos pacientes com câncer, porque “é mais simples uma vez que os efeitos observados são muito rápidos”, afirma.
A equipe de Longo está realizando novos testes em pessoas saudáveis e com câncer e sua dieta que imita o jejum para confirmar se é realmente benéfica. Muitas de suas pesquisas foram financiadas por organismos públicos como os Institutos Nacionais de Saúde. Seu trabalho não é isento de controvérsia, porque o cientista nunca revela a composição exata da dieta em seus estudos. Por outro lado, decidiu comercializá-la.

Os especialistas consultados enviam uma mensagem de esperança no potencial do jejum, mas também enviam um sinal de cautela em relação às dietas milagrosas. “Todos os dados disponíveis em modelos experimentais, incluindo primatas, avalizam essas intervenções nutricionais”, diz Carlos López-Otín, da Universidade de Oviedo. Mas ele acrescenta que “os estudos em humanos são muito incipientes e em alguns casos indiretos, o que convida à máxima prudência”, acrescenta.
O pesquisador adverte que ninguém deve tentar o jejum sem a supervisão de um médico, mas sua dieta, chamada de Prolon, baseada em barras energéticas, sucos e outros alimentos embalados, é vendida pela internet nos EUA, Austrália, Itália e, por meio desse país pode ser comprada na Espanha, diz o bioquímico ítalo-americano. O pesquisador começou esse projeto há um ano. Ele diz que com os dados do estudo piloto e os que ainda vai publicar, é “muito razoável comercializar essa dieta” e afirma que doará os lucros que obtiver com sua empresa, a L-Nutra, a uma ONG.
José Ordovás, especialista em nutrição e genômica da Imdea Nutrición e da Universidade Tufts (EUA), afirma que “é provável que uma dieta rica em produtos derivados de plantas, frutas e legumes, obtenha efeitos semelhantes” à de Longo. “Minha preocupação é que em nenhum momento sua dieta foi comparada com uma dieta que qualquer um pode preparar em casa, em vez de comprá-la pré-fabricada em sacos de plástico ou de alumínio na forma de sopas ou de barras nutricionais”, acrescenta. Além disso, o pesquisador ressalta que “nenhum dos artigos [de Longo] descreve em que consiste essa dieta e só fala de ingredientes ‘proprietários’”, o que “não é consistente com o fato de que uma boa parte dessa pesquisa foi realizada por meio de fundos públicos e, portanto, as descobertas e os benefícios deveriam ser públicos”, acrescenta.
Luigi Fontana, pesquisador das universidades de Brescia (Itália) e de Washington em Saint Louis (EUA), é outro dos líderes da pesquisa sobre o jejum em seres humanos. Há alguns anos, assinou vários artigos com Longo descrevendo o potencial do jejum para a saúde, mas agora diz que “não quer comentar os estudos do colega”. Ele também criou um tipo de jejum simulado e aberto ao público: durante dois ou três dias, comer apenas vegetais, à vontade, e uma colher de sopa de azeite de oliva a cada refeição. Num teste clínico de seis meses cujos dados serão publicados em breve, sua equipe observou perdas de peso muito significativas, de até “16 quilos em seis meses”, com essa dieta, afirma.
O pesquisador adverte que ainda não existem dados confiáveis em humanos que permitam respaldar algumas das afirmações de Longo e suas dietas comerciais. “Até agora não sabemos se o jejum tem efeitos de adaptação metabólica, os dados simplesmente ainda não existem, e camundongos não são seres humanos”, comenta. Fontana tampouco acredita que seja possível encontrar “dois ou três comprimidos” que possam “enganar o corpo” e aportar os benefícios na longevidade e na saúde observados pelo jejum. Em sua opinião, a única forma comprovada de conseguir benefícios reais é clássica: estilo de vida saudável e exercício físico. “As pessoas gostam de atalhos, mas ninguém pode se tornar faixa preta de karatê com alguns truques”, salienta.

viernes, 3 de febrero de 2017

NOTABLE DESCUBRIMIENTO

Las conexiones de las neuronas

 se encogen durante el sueño

  • El debilitamiento es necesario para que la memoria y el aprendizaje funcionen correctamente
Las conexiones de las neuronas se encogen durante el sueño
Al dormir, las conexiones neuronales se recalibran para dejar espacio a la nueva información que el cerebro deberá procesar al día siguiente (jinjo0222988 / Getty Images/iStockphoto)
Mientras dormimos, los billones de conexiones entre las neuronas del córtex cerebral se encogen. Cada noche, el cerebro se recalibra para dejar espacio a la nueva información que empezará a llegar la mañana siguiente. Son las nuevas pistas que aportan dos trabajos, publicados hoy en Science, sobre la función que desempeña el sueño en el cerebro.
Conocer en profundidad cómo se remodelan las neuronas al dormir permitirá entender mejor algunos trastornos del sueño, e incluso, en un futuro, diseñar medicamentos que ayuden a “dormir más efectivamente los casos en los que el sueño está alterado”, según declara a Big Vang por correo electrónico Chiara Cirelli, codirectora de una de las investigaciones.
Una teoría de hace más de una década
Los nuevos hallazgos corroboran una hipótesis formulada hace catorce años por el grupo de Cirelli, investigadora de la Universidad de Wisconsin-Madison, en Estados Unidos. Según esta teoría, los estímulos que el cerebro recibe constantemente durante el día hacen crecer las sinapsis, las minúsculas estructuras que conectan las neuronas. Y si este engrosamiento continúa sin fin, las conexiones se saturan. Las neuronas “empezarían a responder demasiado a menudo y a estímulos inapropiados. El ruido en el cerebro aumentaría a expensas de la señal real”, explica Cirelli.
Así que el cerebro utiliza el sueño para devolver las sinapsis al tamaño que les corresponde al inicio de un nuevo día.
“Mientras estamos despiertos, somos esclavos del aquí y ahora, siempre prestando atención a los estímulos y aprendiendo”, ilustra la investigadora. En cambio, “durante el sueño nos preocupa menos el mundo exterior, y el cerebro puede muestrear todas las sinapsis y normalizarlas de forma inteligente y equilibrada”.
El cerebro utiliza el sueño para devolver las sinapsis al tamaño que les corresponde al inicio de un nuevo día
El resultado es que la información destacable y nueva queda integrada en el conjunto del conocimiento, mientras que los detalles irrelevantes se olvidan. Eso deja espacio para almacenar nuevos recuerdos al día siguiente.
Después de catorce años, el grupo de Cirelli ha hallado pruebas sólidas para respaldar su teoría: en ratones, la superficie de las neuronas que forma parte de las sinapsis se reduce un 18% mientras duermen. Llegar a este resultado les ha llevado cuatro años, durante los que han medido cerca de 7.000 sinapsis con una técnica de microscopía electrónica que permite obtener imágenes en tres dimensiones.
Los investigadores de la Universidad de Wisconsin-Madison han medido cerca de 7.000 sinapsis con microscopía electrónica de alta resolución
Los investigadores de la Universidad de Wisconsin-Madison han medido cerca de 7.000 sinapsis con microscopía electrónica de alta resolución (John Maniaci / UW Health)
Mantenimiento durante el sueño
Los resultados se suman a los de otro equipo de la Universidad Johns Hopkins de Baltimore, también en Estados Unidos. Este grupo ha descubierto que, en ratones, una proteína, llamada Homer1a, es clave en el recalibrado de las sinapsis durante el sueño.
Cuando una neurona se comunica con otra en una sinapsis, lo hace liberando moléculas de neurotransmisores. La neurona que capta el mensaje detecta estas moléculas a través de receptores específicos, procesa la señal, y la transmite a la siguiente.
La proteína Homer1a se acumula en las sinapsis durante el sueño y desmantela los receptores de neurotransmisores más comunes del córtex cerebral
El equipo de la Johns Hopkins ha observado que, mientras los ratones duermen, Homer1a se acumula en las sinapsis y desmantela los receptores más comunes del córtex cerebral. La acción de Homer1a no sólo vuelve a las neuronas menos sensibles durante el sueño, sino que además debilita las sinapsis, lo cual cuadra con la teoría propuesta por el grupo de Cirelli.
Cuando los investigadores impidieron que Homer1a funcionase correctamente en los ratones, los animales reaccionaron más ante los estímulos pero presentaron déficits en su memoria, como si no hubieran dormido.
Equilibrio entre sueño y vigilia
¿Y por qué varía la cantidad de Homer1a entre el día y la noche? Según explica por correo electrónico Graham Diering, autor principal del trabajo de la Universidad Johns Hopkins, los responsables son los neurotransmisores que regulan el ciclo del sueño: la noradrenalina y la adenosina.
La noradrenalina predomina durante la vigilia, y mantiene a raya a Homer1a, lejos de las sinapsis. Pero a medida que avanza el día se acumula la adenosina, que provoca somnolencia – la cafeína la contrarresta y por eso es estimulante. Cuando el equilibrio entre ambos neurotransmisores se decanta en favor de la adenosina, es decir, cuando vencen las ganas de ir a dormir, Homer1a se dirige a las sinapsis para cumplir con su papel en el recalibrado de la memoria.
El problema de trasnochar
Pero ¿qué pasa si nos mantenemos despiertos en lugar de ir a dormir cuando aumenta la adenosina? Según Diering, el proceso no funciona normalmente y se pierden recuerdos que de otro modo se habrían conservado.
Reconstrucción en tres dimensiones de las conexiones entre neuronas observadas por el grupo de la Universidad de Wisconsin-Madison
Reconstrucción en tres dimensiones de las conexiones entre neuronas observadas por el grupo de la Universidad de Wisconsin-Madison (Wisconsin Center for Sleep and Consciousness)
En cambio, si las conexiones se debilitan durante el sueño, “un patrón de actividad en el cerebro permite a algunas sinapsis escapar del debilitamiento, y eso hace que los recuerdos importantes se consoliden. La información trivial, como ‘dónde aparqué mi coche’, se borra”, hipotetiza.
Dormir poco o mal puede hacer que se pierdan recuerdos
El ciclo de vigilia y sueño es muy distinto entre los humanos y los ratones, advierte Fernando Reinoso-Suárez, catedrático emérito de la Universidad Autónoma de Madrid. Sin ir más lejos, los ciclos están invertidos, ya que los ratones son nocturnos.
Aun así, Reinoso-Suárez valora que los resultados pueden extrapolarse a las personas, siempre que se haga “con cautela”. Lo mismo opina Cirelli, que señala que estas investigaciones no se podrían realizar en humanos.
Ayuda para dormir mejor
Diering, al igual que Cirelli, espera que los nuevos datos conduzcan a la larga a mejorar el tratamiento de los trastornos del sueño. Los fármacos que se utilizan actualmente, informa, “fueron diseñados sin ningún conocimiento sobre cómo el sueño modifica el cerebro para beneficiar funciones como el aprendizaje y la memoria”. El objetivo a partir de ahora no será diseñar medicamentos que hagan dormir más, “sino que nos ayuden a dormir mejor”, anuncia.
“Los fármacos actuales fueron diseñados sin ningún conocimiento sobre cómo el sueño modifica el cerebro para beneficiar funciones como el aprendizaje y la memoria”

jueves, 2 de febrero de 2017


"Bigdataismo"

Sobre la inteligencia de datos, sus limitaciones y la fe en el “big data”1
Autor: Gonzalo Casino Fuente: IntraMed / Fundación Esteve 
Damos por sentado un tanto a la ligera que la actual acumulación masiva de datos es una fuente valiosa de información, conocimiento, riqueza y poder. Ciertamente, las nuevas tecnologías son capaces de almacenar un volumen increíble de datos sobre las personas, las cosas y todo tipo de hechos. Los datos son la materia prima con la que operan las ciencias, y de ahí se deriva en parte su prestigio, pero ocupan un lugar cada vez más relevante en la política y las empresas. La metáfora que presenta los datos como el nuevo petróleo de la economía digital es doblemente atinada, pues permite entrever la existencia de “pozos” o bases de datos sin refinar y la consiguiente “fiebre” para procesar este inagotable combustible informativo. Tal y como ocurrió con la fiebre del oro y la del petróleo, en este nuevo El Dorado del big data no es oro todo lo que reluce.
Aunque el concepto de dato es impreciso y previo a los ordenadores, resulta indisociable de la existencia de bases de datos y su tratamiento informático. Estadísticamente, un dato es cualquier valor de una variable cuantitativa o cualitativa, ya sea la nacionalidad de una persona, el correo electrónico que escribe o la página que visita en internet. El registro de datos masivos no se limita a la investigación de asuntos complejos, como el clima, el genoma y las búsquedas por internet, sino que se extiende al comercio, la comunicación, la salud y otros ámbitos. Un teléfono, un reloj con funciones biométricas y tantos otros artilugios personales suministran una cantidad ingente de datos. La novedad reside tanto en la ampliación de los ámbitos registrados como en el volumen de datos, cuya escala descomunal y creciente obliga a ampliar cada poco de unidades de medida.
Los datos en bruto son códigos sin significado. Extraer información de ellos requiere conocimientos y capacidad de interpretación
La idea es que el análisis de estos macrodatos permitirá extraer información y realizar predicciones. Pensemos, por ejemplo, en lo que comprará una persona, el partido al que votará o sus riesgos de enfermar. Esta información es muy valiosa. De ahí que la gratuidad de muchos servicios no es tal: pagamos con los datos que suministramos. Y por eso las escuelas de negocios prestan una atención creciente al big data, hasta el punto de que los MSA (masters of science in analytics) podrían llegar a ser competencia de los clásicos MBA, como apuntaba recientemente The Economist. El valor de los datos reside en su promesa de predicción e influencia, pero esta posibilidad tiene sus dificultades y limitaciones (la economía es uno de sus santuarios, y ya conocemos su limitada capacidad predictiva).
De entrada, los datos en bruto son códigos sin significado. Extraer información de ellos requiere conocimientos y capacidad de interpretación. Las herramientas de análisis y visualización de macrodatos pueden facilitar el trabajo, pero necesitan una orientación experta. Porque ver y leer es siempre reconocer; de otro modo, las cosas y los datos asociados a ellas son masas amorfas sin sentido. Los macrodatos pueden ayudar a entender y predecir, pero no están libres de sesgos que desenfocan la realidad. Además, la persona y la personalidad no parecen completamente reducibles a datos, por más que algunos de ellos sean textuales. Tampoco lo son la salud, la enfermedad y otros conceptos complejos. Pensar que vamos a ser capaces de gobernar los datos para tomar decisiones tiene un punto de fervor irracional en la capacidad de reducir la vida humana y la complejidad a un algoritmo. El big data puede ser muy útil, claro está, pero este dataismo también puede conducirnos a algunos disparates y despropósitos. Sin ir más lejos, en el campo de la salud.

miércoles, 1 de febrero de 2017

TRUMP Y SUSANA DIAZ ESTUPIDAS ALMAS GEMELAS,NADIE LOS QUIERE


Los investigadores anuncian marchas de protesta

Científicos en guerra contra Trump

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La comunidad científica estadounidense se ha levantado contra las decisiones de la administración Trump y ha anunciado que convocará una manifestación similar a la Women's March de enero. Los recortes y congelación de fondos para la investigación y la postura del presidente ante el cambio climático y las vacunas han sido algunos de los detonantes.

<p>Los científicos estadounidenses convocan una marcha sobre Washington / <a href="https://www.facebook.com/marchforscience" target="_blank">Facebook</a></p>
Los científicos estadounidenses convocan una marcha sobre Washington / Facebook
Primero fue la Marcha de las Mujeres. Ahora son los científicos los que se organizan para manifestarse contra las decisiones de Donald Trump.
La marcha, que aún no tiene fecha concreta, se celebrará en Washington DC y pretende reunir a científicos de todas las ideologías. También habrá varias marchas satélites en el resto de estados y en otros países para aquellos que no puedan asistir a la de Washington.
En poco más de una semana de mandato, el nuevo inquilino de la Casa Blanca ha puesto en su contra a la comunidad científica estadounidense. Los recortes anunciados por la nueva administración y la postura de Trump ante el cambio climático son solo algunos de los motivos para la movilización.

Además, varios grupos en defensa del medio ambiente han convocado
 sus propias marchas para el mes de abril en protesta por los planes de la administración Trump de abandonar las políticas medioambientales iniciadas por Obama y permitir la construcción de oleoductos en lugares protegidos, como es el caso de Standing Rock en Dakota.Los responsables de la March for Science no pretenden que sea una acción partidista, aunque sus organizadores aseguran que el objetivo es que sus protestas tengan impacto en los responsables políticos. “Esto debe preocupar a cualquiera que valore la investigación empírica y la ciencia”, aseguran en su web.
Centrados en la diversidad
El reciente veto del Gobierno a los inmigrantes en EE UU también ha sido objeto de crítica por los científicos. En su web apunta a que la marcha ha de contar con gente de todos los países, estratos y colectivos, porque “un grupo diverso de científicos produce una investigación más diversa, lo que amplía las fortalezas y enriquece la investigación científica, además de nuestro conocimiento del mundo”.
Por ello se comprometen a centralizar y a expresar su solidaridad con todos los miembros de la comunidad científica sea cual sea su raza, su religión o su preferencia sexual. “Debemos trabajar en hacer que la ciencia esté disponible para cualquiera y alentar a que la gente pueda seguir con sus carreras científicas”, aseguran los responsables de la marcha.

Varios organismos estatales han recibido la orden de limitar su comunicación vía web con los usuarios, como la NASA, la Agencia de Protección Medioambiental y los Parques Nacionales.
Información alternativa
Un ejemplo de esto ha sido la cuenta de Twitter del Badlands National Park, que la semana pasada comenzó a publicar mensajes aportando datos sobre los problemas causados por el cambio climático. Precisamente, durante la campaña Trump se ha declarado en varias ocasiones en contra de la existencia del cambio climático, calificándolo incluso de un “invento de los chinos”.
El Servicio Nacional de los Parques Nacionales se apresuró a borrar esos tweets alegando que habían sido publicados por un antiguo empleado que aún tenía acceso a las cuentas. Aseguraron además que, desde esa red social, solo se daría información sobre los parques y la seguridad del público siempre y cuando no estuviesen relacionadas con la política nacional.
Estas decisiones han generado la aparición de cuentas alternativas en redes sociales de organismos estatales que defienden que los ciudadanos tienen derecho a la información, tomando prestados los logotipos de los organismos reales. Lo que no se ha podido comprobar es si las cuentas están siendo manejadas por empleados públicos de estas agencias ofreciendo información alternativa a la que les está permitido por los canales oficiales.

martes, 31 de enero de 2017

EN REALIDAD ,NI UD.NI YO EXISTIMOS QUERIDA AMIGA

Aseguran haber encontrado la primera prueba de que el Universo es un holograma

Los investigadores han hallado indicios de que ciertas teorías cuánticas pueden explicar cómo surgieron el espacio y el tiempo en el Universo temprano, después de analizar la radiación de fondo de microondas, un eco del Big Bang
Uno de los mayores enigmas de la física actual es entender cómo se relaciona la gravedad (que actúa a largas distancias) con las otras fuerzas que actúan dentro de las partículas. Una solución posible es la idea del holograma, en la que se elimina la dimensión de la gravedad y se intenta explicar esta a partir de otras propiedades
Uno de los mayores enigmas de la física actual es entender cómo se relaciona la gravedad (que actúa a largas distancias) con las otras fuerzas que actúan dentro de las partículas. Una solución posible es la idea del holograma, en la que se elimina la dimensión de la gravedad y se intenta explicar esta a partir de otras propiedades - HUBBLE HERITAGE
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La idea de que el Universo puede ser en realidad un vasto y complejo holograma, un tipo de representación de un objeto tridimensional en una superficie bidimensional, tal como explicó Stephen Hawking, no es nueva. La polémica teoría de cuerdas, un gran marco teórico que pretende explicar el comportamiento de las partículas y las fuerzas de la Naturaleza, se ha inspirado desde hace décadas en la holografía para tratar de explicar el comportamiento de uno de los fenómenos que más intriga a los científicos: la gravedad. Según esta idea, se puede explicar este fenómeno con una teoría que no incluya este parámetro, lo que implica en definitiva eliminar una dimensión, la de la gravedad, en ese complejo Universo que observamos. Si una imagen bidimensional puede transformarse en una tridimensional en el cine, ¿una imagen más simple y sin gravedad puede explicar el comportamiento del Cosmos, tan influido por la gravedad?
En un artículo publicado en Physical Review Letters este lunes, un equipo de investigadores italianos, británicos y canadienses ha presentado la que dicen es la primera evidencia observacional de que el Universo es un complejo y vasto holograma. Dicho de otra forma, proponen que se puede explicar su comportamiento a partir de teoría cuánticas que no incorporan la dimensión de la gravedad.
«La holografía es un enorme paso adelante para entender la forma como el Universo se formó y adquirió su estructura», ha explicado en un comunicado Kostas Skenderis, investigador en la Universidad de Southampton. «Durante décadas los científicos han tratado de combinar la teoría de Einstein de la gravedad (explica el funcionamiento del Universo a gran escala) con la teoría cuántica (explica el funcionamiento de las pequeñas partículas que componen la materia). Algunos creen que el concepto de un Universo holográfico podría reconciliar ambas. Espero que nuestra investigación sea un paso adelante en esa dirección».
La teoría general de la Relatividad de Einstein explica el Universo a gran escala, pero no puede sumergirse en el misterioso mundo cuántico, habitado por partículas de extraño comportamiento. Y ese es el motivo por el que algunos proponen eliminar el escollo de la gravedad para tratar de unificar la física de lo extremadamente pequeño con la de lo extremadamente grande.

Ecos de la creación

En esta ocasión, los astrofísicos encontraron pruebas que, según ellos, apoyan la interpretación del Universo holográfico, o sea, que se puede explicar sin la dimensión de la gravedad. Descubrieron estas evidencias en algunas irregularidades de la radiación de fondo de microondas, ese eco de calor que queda hoy en día después del Big Bang.
Radiación de fondo de microondas. Contiene información sobre cómo y por qué se formaron los gérmenes de las galaxias. En este caso, ha sido usada para entender cómo podrían surgir el espacio y el tiempo sin contar con la gravedad
Radiación de fondo de microondas. Contiene información sobre cómo y por qué se formaron los gérmenes de las galaxias. En este caso, ha sido usada para entender cómo podrían surgir el espacio y el tiempo sin contar con la gravedad- NASA / WMAP Science Team
«Imagina que todo lo que ves, sientes y oyes en tres dimensiones, (junto a tu percepción del tiempo), en realidad surge de un campo plano de dos dimensiones. Esta idea es similar a los hologramas típicos donde una imagen tridimensional se forma a partir de una superficie bidimensional, como en el holograma de una tarjeta de crédito. Pero en este caso, este holograma codifica al Universo entero».

¿Explica lo cuántico el Cosmos?

Gracias a los cada vez más sensibles telescopios y sensores, en las últimas décadas los investigadores han ido accediendo poco a poco a nuevas capas de información hallada en la radiación de fondo de microondas. En esta ocasión, estos científicos pudieron hacer complejas comparaciones entre esta red y lo predicho por la teoría de campos cuánticos. Así, concluyeron que algunas de las teorías cuánticas de campos podrían explicar casi todas las observaciones cosmológicas del Universo temprano.
La esperanza de los investigadores es poder explicar desde la física de lo más pequeño cómo surgió el tiempo y el espacio en el Universo, cuando este era un recién nacido.
Este esfuerzo de recurrir a la holografía, y explicar el comportamiento de las partículas quitando la dimensión de la gravedad, es especialmente importante para entender los misteriosos agujeros negros o las interacciones de las partículas. Sin embargo, esto no es precisamente una tarea sencilla: junto a la complejidad de las matemáticas asociada a este tipo de estudios, hay que contar con el desconocimiento que hay sobre la física de partículas y sobre los orígenes del Universo.
Esquema de la evolución de un Universo holográfico. El tiempo corre de izquierda a derecha. A la izquierda, el Universo está en fase holográfica, y la imagen está distorsionada porque el tiempo y el espacio no están bien definidos. Al final, en la elipse negra, el Universo está en fase geométrica, que puede ser perfectamente descrita por las ecuaciones de Einstein. La radiación cósmica de microondas, en el centro, fue emitida unos 375.000 años después del Big Bang. Los patrones que muestra contienen información sobre el Universo temprano y sobre la aparición de las primeras estructuras (estrellas y galaxias) en el Universo posterior (a la derecha)
Esquema de la evolución de un Universo holográfico. El tiempo corre de izquierda a derecha. A la izquierda, el Universo está en fase holográfica, y la imagen está distorsionada porque el tiempo y el espacio no están bien definidos. Al final, en la elipse negra, el Universo está en fase geométrica, que puede ser perfectamente descrita por las ecuaciones de Einstein. La radiación cósmica de microondas, en el centro, fue emitida unos 375.000 años después del Big Bang. Los patrones que muestra contienen información sobre el Universo temprano y sobre la aparición de las primeras estructuras (estrellas y galaxias) en el Universo posterior (a la derecha)- Paul McFadden
La investigación ha sido realizada por científicos de la Universidad de Southampton (Reino Unido), de la Universidad de Waterloo (Canadá), del Instituto Perimeter (también Canadá), del Instituto Nacional de Física Nuclear (Italia) y de la Universidad de Salento (también Italia).